Espaço reservado para falar de política. Não a do tipo rasteira, que ofende e dissemina ódio, mas aquela com "p" grandão, que dignifica, que faz crescer, que melhora a civilização, a participação na coletividade. Estamos falando de educação política!
sexta-feira, 22 de abril de 2016
domingo, 17 de abril de 2016
No dia dezessete de abril do ano da graça de 2016
Dói
muito ouvir os fogos aqui em Guarulhos.
Pobres
e classe média comprando o discurso da elite econômica, como se todos fossem
associados à FIESP.
Sinto-me
fracassado como professor, pois tenho certeza de que muitos desses que estão
soltos fogos e assoprando suas vuvuzelas foram meus alunos. Não fui eficiente
em mostrar como essa mídia manipula, toma conta dos corações das pessoas e
constrói os descaminhos que estamos vendo.
Sinto-me
fracassado como político também. Desisti de algumas boas brigas, isso ajudou
abrir espaço para oportunistas e salafrários, não ajudei de forma eficiente os
bons combatentes. Cansei antes do tempo.
Chorei
muitas derrotas.
Chorei
as mortes daqueles que foram torturados e perseguidos.
Chorei
a derrota das Diretas Já.
Chorei
a derrota para Collor em 1989.
Fiquei
oito anos apreensivo com o governo do FHC, vendo a fome, tão bem mapeada para
nós, Geógrafos, por Josué de Castro, tomar conta de parcela importante do nosso
povo.
Indignei-me
com a compra de votos para a reeleição, com a mentira do Real igual ao Dólar,
com o desemprego, com a inflação alta, com o aprisionamento, que parecia
eterno, ao FMI.
Comemorei
moderadamente a eleição do Lula em 2002, muito por conta do arco de alianças
para garantir a tal governabilidade.
Esperei,
em vão, a Reforma Agrária, a Reforma Política, a "revolução" na
educação e na saúde.
Voltei
a votar em Lula em 2006, temendo a realização do golpe midiático que se
anunciava, apoiado na falácia do mensalão.
Lá
no meu íntimo temia que esse “presidencialismo de coalizão”, um monstrengo
legado pela nossa Constituição de 1988, daria nisso.
Dilma
vacilou no início do seu segundo mandato. Deveria ter feito uma enorme guinada
à esquerda e procurado os movimentos sociais. Estava claro que Aécio e corja
não aceitariam a derrota.
Estava
claro que aqueles que sempre mandaram não iriam aceitar uma nova temporada de
um governo de centro esquerda e ainda mais com inovações, como as redes
sociais, colocando à prova o quarto poder, sócio da ditadura e âncora dos
governos.
Juntamente
com esses fatos observamos o crescimento do movimento “neofascista”, aqui e em
vários outros cantos do mundo.
Com
apoio de uma mídia comprometida com as velhas estruturas, até a raiz do cabelo,
o fundamentalismo religioso ganhou espaço político. O preconceito expandiu-se
nas redes sociais e no cotidiano das pessoas.
Os
reacionários perderam a modéstia e, apoiados num discurso raivoso da mídia,
ganharam espaços preciosos. Hoje se arvoram em ditar o que deve ser ensinado
nas aulas de Geografia, História, Filosofia e Sociologia, Censuram textos nas
aulas de Português. Encontram ressonância na Folha de S. Paulo, Estadão, O
Globo, TV Globo, Band e demais congêneres.
Tenho
comigo um orgulho imensurável: sempre estive do lado dos mais fracos, daqueles
que não tem voz. Sou favorável às cotas, apoio os movimentos feministas, apoio
as causas LGBTs, mesmo atravessando uma grave crise financeira e de saúde
mantenho meu trabalho como voluntário num cursinho para alunos oriundos da
escola pública, e, o mais importante, não desisto nunca de sonhar com um mundo
melhor, mais justo e igualitário.
A
luta não termina hoje!
O
povo está nas ruas novamente!
Escolados
pelos longos e tenebrosos anos da ditadura cívico-militar que nos silenciou,
gritaremos com todas as nossas forças:
-
Não vai ter golpe!
-
Fascistas não passarão!
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Algumas leituras para saber o que acontece no Brasil
O
grande desafio nos dias de hoje é filtrar a quantidade de informações que nos
chegam.
Precisamos
garantir – ou pelo menos tentar – uma boa qualidade destas informações.
Por
isso tenho dado preferência aos blogs e busco selecionar sempre blogs de jornalistas.
Moços e moças, escribas de boa cepa abandonaram redações, ou passaram a dividi-las, para tocar
projetos solos ou cooperativos.
Na
minha listinha de blogueiros e blogueiras preferidos figuram Cynara Menezes,
Luiz Carlos Azenha, Paulo Nogueira, Miguel do Rosário, Leonardo Sakamoto, além
de alguns outros que, num outro momento, darei os respectivos endereços.
Na
grande mídia temos ainda alguns bons profissionais, mas também alguns órgãos,
mesmo conservadores, praticam um bom jornalismo, que se preocupa com a notícia,
além de, quase sempre, deixar bem claro para o leitor o que é opinião e o que é
notícia.
Inspirado
numa postagem do amigo e professor Edílson Adão, cito – e recomento – os que
seguem:
BBC Brasil
CartaCapital
El
País
Euro
News
Le
Monde Diplomatique Brasil
Sputnik Brasil
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