Uma
grande marca da política brasileira é a ausência de renovação política,
combinada com a “herança” de poder.
Cargos
passam de pai para filho, de avô para neto, sobrinhos, cunhados, esposas etc.
Isso é
muito nocivo, vejam um trecho da matéria publicada pela Agência Pública,
intitulada AS DINASTIAS NA CÂMARA, de autoria de Étore Medeiros:
“Atualmente, o estado que ilustra
melhor o poder das dinastias nas eleições é o Rio Grande do Norte, onde 100%
dos oito deputados eleitos se encaixam no perfil das pesquisas. A lista
contempla Fábio Faria (PSD), filho do atual governador do estado, Robinson
Faria (PSD); Felipe Maia (DEM), filho do senador José Agripino (DEM); Antônio
Jácome (PMN), pai de Jacó Jácome (PMN), eleito deputado estadual em 2014 aos 22
anos; Rogério Marinho (PSDB), neto do ex-deputado federal Djalma Marinho (UDN,
Arena, PDS); Zenaide Maia (PR), esposa do prefeito de São Gonçalo do Amarante,
Jaime Calado (PR); Walter Alves (PMDB), de um dos clãs mais tradicionais do
estado, com ex-ministros, ex-governador e o ex-presidente da Câmara dos
Deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB); Rafael Motta (PSB), filho do deputado
estadual Ricardo Motta (Pros); e Betinho Segundo (PP), da família Rosado, que
domina a segunda maior cidade do estado, Mossoró, é neto de governador e
bisneto de intendente – nome que se dava aos prefeitos até 1930.
José
Bonifácio, o Patriarca da Independência, é o nome mais famoso do clã Andrada,
família que está no Congresso há 190 anos
E os elos familiares com o poder podem
ser, em alguns casos, ainda mais antigos. A descendência de José Bonifácio de
Andrada e Silva (1763-1838), por exemplo, se sucede em postos nas estruturas de
poder desde o período colonial e conta, até hoje, com um representante na
Câmara, o deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), no décimo mandato
consecutivo.”
Para ler o artigo na
íntegra clique aqui..
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